Pesou. Os momentos que antecederam meia noite foram de tempestade. Cheguei à igreja do Calvário com medo de passar os primeiros minutos após a meia-noite diante daquele enorme portão verde. Dei sorte. O guarda-chuva não me guardou da chuva, mas o atraso do acaso me deu sorte e eu passeio os primeiros minutos dentro do lugar onde passei a maior parte dos últimos dez anos: o ônibus. Olhava pela janela e sentia o peso dos pingos que se desfaziam no chão como tantos dos meus sonhos, que já nem me lembro mais.
Pesou. Os 33 pesaram. A via crucis da volta pra casa na primeira meia hora dos 33. A fissura que fez de Fitzgerald um prato rachado que não se serve em jantares oficiais, mas que se pega de madrugada para comer biscoitos. Queria mesmo o jovem empolgado com a revolução jazzista de 1922.
Pesou, mas suave é a noite e enquanto "The Weight" gira na vitrola, eu como os biscoitos.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
13 de Maio
No começo dos anos 90
na barraquinha de fitas k7
Don´t be cruel tocava
e minha vida tão água
ganhava uma felicidade
de suco artificial instantâneo
a vida tão água ganhava cores
sempre com o mesmo gosto
dos imperdoáveis atrasos
da melancolia adolescente
que pedia ao mundo
Don´t be cruel
No início dos anos 90
os hormonios em rebelião
na barraquinha de fitas k7
do largo 13 de maio
Elvis era a minha abolição
domingo, 27 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
É difícil achar fã de Sérgio Leone solteiro
Era um vez na América, no Oeste. Era uma vez na Internet. Houve uma vez no útero. Quase nada em comum. Sérgio Leone poderia ser a única ligação, mas não era. Carinho, talvez. Admiração, por parte dela, certamente. Ele tinha o dom de aflorar seu lado negro da força sem a culpa cristã que os anos de colégio de envangélico tatuaram em seus atos.
Anos circulares os levavam ao mesmo lugar, um mesmo assunto, nunca repetido em seus diálogos. Diálogos nunca repetitivos, ainda que com o mesmo assunto. Deveriam guardar o que se disseram durante esses dez anos. Deveriam guardar o que dizem em papéis avulsos e jogá-los pelas ruas das cidades para que alguém pudesse ler o que um dia foi dito. Nunca se preocuparam em fazer isso. Falta de valor cinematográfico, na visão dele, provavelmente. Falta de valor literário, na dela.
- Tudo bem?
- Não. Tô em crise. Acabei de terminar um relacionamento. Durou 20 dias.
- Bastante. A julgar que pessoas são insuportáveis.
- Não zoa. Eu gostava dele. Ele é fã de Leone. É difícil achar fã de Leone solteiro.
Ele dá uma gargalhada, faz com a cabeça que concorda e gosta da observação.
- Não me faça rir. O assunto é sério e você me pediu isso.
- É, eu sei. E você, como está?
- Em crise também. Perdi mais uma vez em meu nome e ganhei mais uma vez no nome de outra pessoa.
- Já pensou em adotar um pseudônimo?
- Não zoa. É importante pra mim. Bruce Wayne? Não, o Batman escolheu antes.
Ela ri. Silêncio. Ele brinca com seu suco de laranja. Ela toma mais um gole de vodka pura.
- Já teve a sensação de que os anos passam e você continua no mesmo lugar?
- Sempre. Em 2005, também perdi em meu nome, ganhei em paralelo com nome de outra pessoa. e 2006 também. E agora também, mas agora, sem namorada.
- Eu notei que está sem namorada. Quando namora, some.
- Pessoas são previsíveis.
- Acha que se as coisas começarem a dar certo a gente se reencontra?
- Não. Geralmente as pessoas se unem por desgostos em comum.
Desgostos em comum. O grande elo dos relacionamentos humanos. No caso deles, Sérgio Leone e a promessa de que um dia ela faria uma ponta nalgum filme dele. Não seria dona de uma taberna medieval para alliens boêmios, no espaço, como sempre sonhou, mas uma dona de bar destruído por super-heróis. Iria demorar. Muitos muitos anos. Seria bom, ele certamente se transformaria, até lá, em protagonista de um de seus livros, que poderia se chamar "Era uma vez um fã de Leone solteiro".
Anos circulares os levavam ao mesmo lugar, um mesmo assunto, nunca repetido em seus diálogos. Diálogos nunca repetitivos, ainda que com o mesmo assunto. Deveriam guardar o que se disseram durante esses dez anos. Deveriam guardar o que dizem em papéis avulsos e jogá-los pelas ruas das cidades para que alguém pudesse ler o que um dia foi dito. Nunca se preocuparam em fazer isso. Falta de valor cinematográfico, na visão dele, provavelmente. Falta de valor literário, na dela.
- Tudo bem?
- Não. Tô em crise. Acabei de terminar um relacionamento. Durou 20 dias.
- Bastante. A julgar que pessoas são insuportáveis.
- Não zoa. Eu gostava dele. Ele é fã de Leone. É difícil achar fã de Leone solteiro.
Ele dá uma gargalhada, faz com a cabeça que concorda e gosta da observação.
- Não me faça rir. O assunto é sério e você me pediu isso.
- É, eu sei. E você, como está?
- Em crise também. Perdi mais uma vez em meu nome e ganhei mais uma vez no nome de outra pessoa.
- Já pensou em adotar um pseudônimo?
- Não zoa. É importante pra mim. Bruce Wayne? Não, o Batman escolheu antes.
Ela ri. Silêncio. Ele brinca com seu suco de laranja. Ela toma mais um gole de vodka pura.
- Já teve a sensação de que os anos passam e você continua no mesmo lugar?
- Sempre. Em 2005, também perdi em meu nome, ganhei em paralelo com nome de outra pessoa. e 2006 também. E agora também, mas agora, sem namorada.
- Eu notei que está sem namorada. Quando namora, some.
- Pessoas são previsíveis.
- Acha que se as coisas começarem a dar certo a gente se reencontra?
- Não. Geralmente as pessoas se unem por desgostos em comum.
Desgostos em comum. O grande elo dos relacionamentos humanos. No caso deles, Sérgio Leone e a promessa de que um dia ela faria uma ponta nalgum filme dele. Não seria dona de uma taberna medieval para alliens boêmios, no espaço, como sempre sonhou, mas uma dona de bar destruído por super-heróis. Iria demorar. Muitos muitos anos. Seria bom, ele certamente se transformaria, até lá, em protagonista de um de seus livros, que poderia se chamar "Era uma vez um fã de Leone solteiro".
domingo, 13 de dezembro de 2009
Porque a gente às vezes se repete
Meus Medos
Nem Deus ou o Diabo
amor, próximo ou paixão
nada disso temo,
nada disso tenho:
os meus medos estão
nas coisas do coração.
O pulsar, bombear
colesterol, o bom
o cigarro, do mal
a gordura, o peso
deixar de ser obeso
Adrenalina, endorfina
queria mesmo um pico de heroína
na hipertensão arterial
levada em Raio X de Tórax
num eco, eletro que diz:
Cardiopatia - Apatia!
Isquemia - função fática
faço conta na medicina matemática,
pois os meus medos estão
nas coisas do coração.
O mundo moderno
que se destrói por erros do antigo
coração é grande e cabe todos os mundos,
mas as leis naturais a todo momento
repetem : é a vida!
E eu pergunto: Isso é vida?
Comida sem gosto - saudável
Vida sem desgosto- impossível
são as leis naturais - nada de emoção
E os meus medos estão
nas coisas do coração.
Nem Deus ou o Diabo
amor, próximo ou paixão
nada disso temo,
nada disso tenho:
os meus medos estão
nas coisas do coração.
O pulsar, bombear
colesterol, o bom
o cigarro, do mal
a gordura, o peso
deixar de ser obeso
Adrenalina, endorfina
queria mesmo um pico de heroína
na hipertensão arterial
levada em Raio X de Tórax
num eco, eletro que diz:
Cardiopatia - Apatia!
Isquemia - função fática
faço conta na medicina matemática,
pois os meus medos estão
nas coisas do coração.
O mundo moderno
que se destrói por erros do antigo
coração é grande e cabe todos os mundos,
mas as leis naturais a todo momento
repetem : é a vida!
E eu pergunto: Isso é vida?
Comida sem gosto - saudável
Vida sem desgosto- impossível
são as leis naturais - nada de emoção
E os meus medos estão
nas coisas do coração.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
I'd still like to see you sometime
Em qual das muitas estrelas das muitas galáxias ele estará agora? Talvez as mesmas que brilhavam em seus olhos naquela tarde de céu estrelado. Quem sabe as que saíam de seu peito e brilhavam a rua enquanto planetas dançavam a seu redor ignorando a fila de carros que se formava. Fizeram de suas buzinas infernais, a mais bela canção silenciosa. A dança planetária o escondeu para sempre. Procuro e não acho. Viajo à sua galáxia e não o encontro. Ele não quis me ver naquela noite de sol azul. Encontro marcado. Desencontro consumado. Fiquei esperando na outra ponta do céu.
Tantos anos depois, nada sobrou, a não ser as estrelas que recolhi após sua passagem e colei no teto do meu quarto.
Tantos anos depois, nada sobrou, a não ser as estrelas que recolhi após sua passagem e colei no teto do meu quarto.
sábado, 28 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Das dores e quedas na vida
Tem época que é assim, a gente sofre sofre sofre como disco riscado no sofrer. É coisa que dói, mas dói demais. É dolorosa. E a gente tenta bancar o Maradona na copa de 86, driblar desde o meio de campo, vale tudo, até gol de mão. Mas não vale de nada.
Se joga em tudo quanto é presepada, ganha história pra contar, até inventa algumas pra dar uma colorida e nada. É sofre sofre sofre na vitrola e pela cidade a rodar o disco mais riscado que as lentes dos meus óculos que vivem caindo no chão, principalmente em dia de desespero e trançar de pernas nos porres da vida em busca de vida. E só morte se apresenta ao redor. Um cemitério cheio de zumbis, que não compreendem a dor, porque são alguém na noite. E lá vou eu, sendo ninguém no dia, na noite e à tarde. Tão solitária e tão pública na multidão. Spleen dessa cidade, São Paulo sombria e hostil aos que sorriem aos passantes, aos que abrem suas fronteiras e convidam para um café. Todos chegaram de Londres ontem. Preferem chá. Não com você que sorri, mas com aquele ali que não dá a mínima, porque se você se importa, não pode deixar ninguém saber.
Se joga em tudo quanto é presepada, ganha história pra contar, até inventa algumas pra dar uma colorida e nada. É sofre sofre sofre na vitrola e pela cidade a rodar o disco mais riscado que as lentes dos meus óculos que vivem caindo no chão, principalmente em dia de desespero e trançar de pernas nos porres da vida em busca de vida. E só morte se apresenta ao redor. Um cemitério cheio de zumbis, que não compreendem a dor, porque são alguém na noite. E lá vou eu, sendo ninguém no dia, na noite e à tarde. Tão solitária e tão pública na multidão. Spleen dessa cidade, São Paulo sombria e hostil aos que sorriem aos passantes, aos que abrem suas fronteiras e convidam para um café. Todos chegaram de Londres ontem. Preferem chá. Não com você que sorri, mas com aquele ali que não dá a mínima, porque se você se importa, não pode deixar ninguém saber.
sábado, 14 de novembro de 2009
Como tem evento literário!
Quando eu fazia faculdade de Letras não tinha tanta festa literária. Tinham as bienais. A de SP era bom, era ótima, por questões que eu não posso declarar publicamente. Chama pro bar que eu conto detalhes e dramaturgias. Depois de um tempo deixou de ser tão boa.
Agora toda hora é uma novo evento ou festa literária nalgum canto. É festa em Paraty, Ouro Preto, Recife, Porto de Galinhas, Balada Literária em São Paulo, feira de livro não sei NAONDE, evento livro-festival de música, evento livro-festival de cinema. E lançamentos. Muitos lançamentos. E escritores. Hoje em dia existem mais escritores que nos tempos de Machado, tempo que não tinha luz, tv, cinema e livro e jornal eram os grandes meios de comunicação. Talvez porque naquele tempo nem todo mundo sabia escrever. Talvez porque a internet, tão multimídia, popularizou a escrita e o povo descobriu que nem é tão sagrado assim juntar letrinhas. Isso é bom. Por outro lado, são tantos autores que eu não consigo acompanhar. Chegam pra mim e dizem: quem é o melhor escritor contemporâneo? Eu faço cara de intelectual de botequim e respondo: Não sei, contemporaneidade nos meus tempos da USP significava os contemporâneos de Antonio Candido, Alfredo Bosi...
Não sei todos esses nomes, não sei quem é quem, troco os pronomes, tem gente que acho que é mulher e é homem, tem gente que acho genial, mas quando chego na página dois, desisto. Gosto mesmo de Luis Fernando Veríssimo. Ele é contemporâneo ou só vivo? Tem diferença? O escritor faz. Tempo certo de humor. Ironia fina. Queria ser ele quando crescer. Nunca vou crescer.
Gosto de Xico Sá. É contemporâneo também? Faz parte do tal grupo de Novíssimos? Os termos que ele usa e o jeito de corpo das letrinhas juntas e nas entrelinhas não têm nada de novo, ainda bem! Novo tem cara de politicamente correto. Tem cara de carão blasé londrino que nem peru bêbado e alce epiléptico chamam atenção.
Gosto de Jorge Malcher. Ele nunca lançou livro, que eu saiba, mas é um dos melhores escritores que eu já li. É contemporâneo não lançar livro ou contemporâneo é lançar? É contemporâneo ser genial ou isso é século XX demais? Nunca sei essas coisas, só sei que Jorginho é um escritor vivo, novíssimo e meu contemporâneo favorito. Mas ele nunca está em nenhuma programação de evento literário, ainda bem! porque evento literário é muito chato!
Agora toda hora é uma novo evento ou festa literária nalgum canto. É festa em Paraty, Ouro Preto, Recife, Porto de Galinhas, Balada Literária em São Paulo, feira de livro não sei NAONDE, evento livro-festival de música, evento livro-festival de cinema. E lançamentos. Muitos lançamentos. E escritores. Hoje em dia existem mais escritores que nos tempos de Machado, tempo que não tinha luz, tv, cinema e livro e jornal eram os grandes meios de comunicação. Talvez porque naquele tempo nem todo mundo sabia escrever. Talvez porque a internet, tão multimídia, popularizou a escrita e o povo descobriu que nem é tão sagrado assim juntar letrinhas. Isso é bom. Por outro lado, são tantos autores que eu não consigo acompanhar. Chegam pra mim e dizem: quem é o melhor escritor contemporâneo? Eu faço cara de intelectual de botequim e respondo: Não sei, contemporaneidade nos meus tempos da USP significava os contemporâneos de Antonio Candido, Alfredo Bosi...
Não sei todos esses nomes, não sei quem é quem, troco os pronomes, tem gente que acho que é mulher e é homem, tem gente que acho genial, mas quando chego na página dois, desisto. Gosto mesmo de Luis Fernando Veríssimo. Ele é contemporâneo ou só vivo? Tem diferença? O escritor faz. Tempo certo de humor. Ironia fina. Queria ser ele quando crescer. Nunca vou crescer.
Gosto de Xico Sá. É contemporâneo também? Faz parte do tal grupo de Novíssimos? Os termos que ele usa e o jeito de corpo das letrinhas juntas e nas entrelinhas não têm nada de novo, ainda bem! Novo tem cara de politicamente correto. Tem cara de carão blasé londrino que nem peru bêbado e alce epiléptico chamam atenção.
Gosto de Jorge Malcher. Ele nunca lançou livro, que eu saiba, mas é um dos melhores escritores que eu já li. É contemporâneo não lançar livro ou contemporâneo é lançar? É contemporâneo ser genial ou isso é século XX demais? Nunca sei essas coisas, só sei que Jorginho é um escritor vivo, novíssimo e meu contemporâneo favorito. Mas ele nunca está em nenhuma programação de evento literário, ainda bem! porque evento literário é muito chato!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Todo meu despreparo
Vi o rapaz chorando no ponto de ônibus. Chorava por amor. Vi, especialmente, seus olhos seguindo a amada, quando ela, após uma briga, entrou no ônibus. Vontade de consolar. Vontade de chorar com ele. Queria ser capaz de chorar em público e denunciar todo meu despreparo.
domingo, 8 de novembro de 2009
Quantos aniversariantes novembro me reserva
Toda hora um novo aniversariante para novembro aparece nos avisos das redes sociais. Sou sociável nelas. Adiciono a todos. Não socializo nelas. Tenho conta em quase todas. Quase todas me indicam amigos que eu deveria adicionar por termos amigos em comum. Nenhum amigo em comum eu conheço. Só tenho, de fato, amigos incomuns.
Gosto mesmo dos fakes. Até os fakes pornô do twitter tentei interagir, mas fui solenemente ignorada. Uma pena.
Tava aqui pensando, será que eles fazem aniversário em novembro?
Gosto mesmo dos fakes. Até os fakes pornô do twitter tentei interagir, mas fui solenemente ignorada. Uma pena.
Tava aqui pensando, será que eles fazem aniversário em novembro?
sábado, 31 de outubro de 2009
Joni Mitchell
"all romantics meet the same fate someday, cynical and drunk and boring someone in some dark cafe" - esses versos de The Last Time I Saw Richard, que um amigo utilizou para me definir, também serviram para que eu conhecesse a obra da Joni Mitchell. Assim como à personagem da Ema Thompson no filme "Simplesmente Amor", ela me ensinou a sentir. Cínica, bêbada, importunando pessoas num café escuro sim, mas com recaídas românticas em noites de lua cheia em que as estrelas rompem a poluição de São Paulo e sussurram ao meu ouvido que eu ainda sou capaz de beber uma caixa de uma paixão e continuar sóbria.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Quadra da Mini-Saia Agredida
Nas revistas TV e carnaval
Mostra-se tudo, especialmente a boceta
Nas universidades, belas pernocas de fora
Mostram um futuro pra lá de careta
Mostra-se tudo, especialmente a boceta
Nas universidades, belas pernocas de fora
Mostram um futuro pra lá de careta
Salvar agora
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Animais
"Um galo sozinho não tece uma manhã", mas acorda o Mineirão. (em "" verso de João Cabral)
***
"Muito mais ainda lutaram os porcos para neutralizar(...) o corvo doméstico." (A Revolução dos Bichos, George Orwell)
***
Inter lançou uma segunda mascote. Um macaquinho q parece um Mico.Se eu não me engano, pouco depois de contratar Mário Sérgio.
***
Se eu não me engano tbm, no Novo testamento São Paulo foi o único q ñ testemunhou o milagre da multiplicação dos Peixes.
domingo, 18 de outubro de 2009
Domingo
Eu já expressei um milhão de vezes minha aversão por domingo. Não importa se tenho que trabalhar na segunda ou não. Aliás, gosto mais de segunda-feira que Domingo. Até fiz um vídeo contando o quanto odeio domingo.
Tem uma tirinha do Veríssimo, As Cobras, em que num diálogo uma delas diz que a Terra é redonda e chata nos pólos e a outra arremata: "e nos domingos sem futebol."
É, ao menos tem futebol aos domingos. Ainda assim, prefiro quando o Fluminense joga no sábado ou na quarta-feira. Aliás, adoro ir ao estádio às quartas.
Hoje então, que fiquei sozinha em casa, sem poder sair, o domingo ficou mais aflitivo que jogo do Náutico nos Aflitos. E pra chorar de vez na triste domingueira nitiana, o Fluminense empata no Maracanã com o Internacional. Tá, poderia ser pior e o tricolor perder, mas não numa rodada em que a zebra tava solta e até o Sport desencantou na Ilha do Retiro.
Não sei de onde vem esse banzo dominical, o fato é que até churrasco com os amigos e aqueles almoços tão adorados me causam verdadeira aflição se são feitos no domingo.
Pois é... odeio domingo. Merda de dia chato!
Tem uma tirinha do Veríssimo, As Cobras, em que num diálogo uma delas diz que a Terra é redonda e chata nos pólos e a outra arremata: "e nos domingos sem futebol."
É, ao menos tem futebol aos domingos. Ainda assim, prefiro quando o Fluminense joga no sábado ou na quarta-feira. Aliás, adoro ir ao estádio às quartas.
Hoje então, que fiquei sozinha em casa, sem poder sair, o domingo ficou mais aflitivo que jogo do Náutico nos Aflitos. E pra chorar de vez na triste domingueira nitiana, o Fluminense empata no Maracanã com o Internacional. Tá, poderia ser pior e o tricolor perder, mas não numa rodada em que a zebra tava solta e até o Sport desencantou na Ilha do Retiro.
Não sei de onde vem esse banzo dominical, o fato é que até churrasco com os amigos e aqueles almoços tão adorados me causam verdadeira aflição se são feitos no domingo.
Pois é... odeio domingo. Merda de dia chato!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Folha em Branco
A folha em branco da minha cabeça não quer ser preenchida por palavras. Não pelas minhas. As dos outros ecoam o tempo todo.
Fiquem com uma imagem. Dizem que uma vale mais que mil palavras...
Fiquem com uma imagem. Dizem que uma vale mais que mil palavras...
domingo, 11 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
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